A Igreja

Decidimos casar na nossa paróquia de sempre... Onde um de nós foi baptizado... Onde fizemos as comunhões, o Crisma... e outras celebrações, que até hoje, foram importantes para nós.

Avizinha-se um novo Sacramento... O Santo Matrimónio (a parte da santidade... veremos!) e, como tal, decidimos celebrá-lo num edifício diferente.

Não tomará lugar na Igreja Paroquial, mas sim na Igreja Românica.

Deixamos aqui a sua história.

A Igreja de São Martinho de Cedofeita (também conhecida como Igreja Românica de Cedofeita) é considerada a igreja mais antiga da cidade do Porto.

Não se sabe quando terá sido construída a igreja original, sendo no entanto pacífica a ideia de que será um resquício da povoação sueva, que se localizava em Cedofeita. Uma das teorias maioritárias entre os historiadores é a de que terá sido erguida pelo rei suevo Reciário em 446. Outros defendem que foi o rei Teodomiro, também suevo, quem a mandou construir, em 559, tendo sido baptizado nela conjuntamente com o seu filho Ariamiro.

A acreditar nesta última versão da história, o nome de Cedofeita será uma referência à igreja. Conta a lenda que Teodomiro, desesperado porque não encontrava cura para a doença do Ariamiro, recorreu a São Martinho de Tours, enviando a esta cidade, embaixadores com ofertas de prata e ouro em peso igual ao do seu filho. Acabou por ser o bispo de Braga São Martinho de Dume o portador de uma relíquia de São Martinho de Tours, perante a exposição da qual o filho do rei foi curado, e todo o povo suevo presente, convertido ao catolicismo. Esta reliquia está guardada nesta igreja d

e Cedofeita, juntamente com outras do evangelizador dos suevos, o bispo de Braga e de Dume. Teodomiro ordenou o início da construção de uma nova igreja em honra do referido santo. O templo foi construído com tal celeridade que se terá dito acerca dele Cito Facta, o que significa Feita Cedo, derivando em Cedofeita.

A igreja foi alvo de sucessivas transformações, adquirindo um traço românico quando foi erguido no mesmo local o Mosteiro de Cedofeita no início do século XII. Em 1742 o prior D. Luís de Sousa Carvalho ordenou várias modificações, dando-lhe o desenho que hoje vemos. Em 1930 a Direcção dos Edifícios e Monumentos Nacionais reconstruiu-a de forma a eliminar alguns elementos ornamentais colocados ao longo dos tempos.

 

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